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sábado, 16 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

TECNOLOGIA A FAVOR

Sistema eletrônico em coletivos auxilia cegos na cidade de Jaú

O município de Jaú é o primeiro do Brasil a implementar sinalização eletrônica para facilitar o uso do transporte público por deficientes visuais. Os ônibus municipais já estão equipados com o sistema que permite a comunicação entre motorista e usuário. Até o final do mês, todos os motoristas serão treinados para usar o aparelho, chamado de DPS2000. O método é simples: o deficiente visual carrega um aparelho do tamanho de um celular que emite ondas de baixa frequência -semelhantes às de rádio- a uma distância de até 100 metros.

Quando o usuário seleciona no aparelho a linha de ônibus que vai usar, o motorista recebe sinais luminosos e sonoros para parar no ponto seguinte. Para que a pessoa não embarque no ônibus errado, o receptor de sinal informa o número da linha. A Prefeitura de Jaú testou o sistema entre junho e julho passados, com três linhas de ônibus e dois cegos. Um deles é Tiago de Souza, 20, que ficou satisfeito com a acessibilidade do aparelho.

“São apenas três comandos: para cima, para baixo e enter. Eu mesmo programo a linha que preciso pegar em cada dia, não tenho do que reclamar’’, afirmou. A prefeitura vai atender gratuitamente 50 deficientes visuais com o aparelho. Os demais usuários terão de pagar R$ 250 pelo transmissor.

Segundo o gerente da Secretaria de Direitos das Pessoas com Deficiência e Idosos de Jaú, Estevam Rogério da Silva, o projeto, que custou R$ 40 mil, vai priorizar os passageiros mais pobres. O último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2000, mostrava que 6,9% dos cerca de 120 mil habitantes de Jaú eram deficientes visuais. Além deles, os analfabetos também serão beneficiados, já que poderão ouvir qual é a linha do ônibus quando estiverem no ponto.

Fonte: JC Net

6 HORAS PARA MOTORISTAS DE COLETIVOS

Projeto fixa jornada de 6 horas para motorista de ônibus

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7512/10, da deputada Thelma de Oliveira (PSDB-MT), que estabelece as condições de trabalho dos motoristas de transporte coletivo. A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.742/43).
Pela proposta, a jornada do motorista de transporte coletivo ficará definida em seis horas diárias, não podendo ultrapassar 36 horas semanais. O texto obriga as empresas a instalar nos veículos equipamentos eletrônicos ou mecânicos para controle da jornada, tais como dispositivo de monitoramento via satélite, ficha ou tacógrafo (equipamento que registra velocidade, tempo de uso e distância percorrida).
O texto define motorista como o empregado condutor de veículo de transporte coletivo com capacidade para mais de 20 passageiros, ainda que, em virtude de adaptações para maior comodidade, transporte número menor.
Periculosidade
A proposta inclui o exercício da profissão de motorista de transporte coletivo entre as que são consideradas atividades ou operações perigosas. O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa.
"Conduzir por longas horas um veículo de transporte coletivo em nossas vias, com o trânsito cada vez mais problemático e com a ameaça de alguma violência, acaba por ser uma grande fonte de estresse, hipertensão, cardiopatias e de outras doenças", argumenta a autora.
Atualmente, a CLT considera como perigosas apenas as atividades que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.
Atestado de saúde
O projeto também estabelece que o motorista deverá apresentar à autoridade de trânsito ou do trabalho, sempre que solicitado, atestado médico que comprove as condições de saúde física ou mental, com validade máxima de seis meses. Esse atestado deve ser fornecido pelo empregador, com parecer clínico de profissional formado em Psicologia.
Fonte: DCI